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Publicado em 22/08/2011

Educador morre em acidente

O educador, como gostava de ser reconhecido, Wellington da Silva Neiva, 44, morreu no início da madrugada de ontem ao se envolver em um acidente de trânsito na PR-323.

Segundo o plantonista do Posto da Polícia Rodoviária de Cruzeiro do Oeste, cabo Edson Martins Ferreira, o Versailles bordô, placas ALO-1928, de Cruzeiro do Oeste, conduzido por Wellington, colidiu contra um dos eixos traseiros do caminhão Mercedes-Benz L 1620, placas AMO-2599, de Matelândia, que era dirigido por Leucir José Parizotto, 32.

Sozinho, Wellington seguia para Cruzeiro onde morava, enquanto o caminhão trafegava em direção a Umuarama. O choque ocorreu a cerca de 200 metros do posto policial. O educador teve morte instantânea.

Em depoimento, Parizotto contou que retomava a velocidade após passar pelo posto policial quando percebeu que um carro mudou a trajetória enquanto contornava a curva. "Foi muito rápido. O carro invadiu a minha pista. Tirei a cabine, mesmo assim não deu para evitar a batida", lamentou e complementou: "Na hora não chovia, mas a pista estava molhada e com neblina".

João Teza, perito da 7ª Subdivisão Policial, descarta a hipótese de excesso de velocidade e acredita que ele tenha perdido a direção ao sentir algum desconforto. "Não há sinais de frenagem do carro. Pelo que sabemos, dias antes ele havia desmaiado por conta da fragilidade de sua saúde. Isso pode ter ocorrido novamente", sugeriu.

O agente de perícia oficial do Instituto Médico Legal (IML), da 7ª Subdivisão Policial, José Roberto de Avis, o 'Betinho' revelou que, tecnicamente, a morte de Wellington foi causada por uma fratura raquimedular. "A vítima apresentava ferimento profundo sobre o olho. No entanto, o que lhe tirou a vida foi a fratura na coluna cervical (quebra de pescoço) provocada pelo impacto da colisão", explicou.

Duplicar é preciso
Os policiais rodoviários alertam para que os motoristas que trafegam pela PR-323, diminuam ainda mais a velocidade em caso de chuva, pois apesar de parecer bom o piso tem ondulações que podem dificultar a condução. Durante as chuvas partes da rodovia ficam submersas o que tende a facilitar a aqüaplanagem de veículos leves que trafegam em velocidade superior a 60 quilômetros horários.

Apesar das adversidades climáticas os especialistas apontam o excesso de veículos como fator que condiciona a PR como uma espécie de 'corredor da morte'. Só este ano mais de 30 pessoas morreram em trânsito pela pista.

A '323' consiste no principal elo entre os estados do Paraná e do Mato Grosso do Sul. O tráfego de caminhões é intenso porque a via é rota de transportadores que seguem ao porto de Paranaguá e é a ligação mais rápida, entre o Noroeste paranaense e o estado de São Paulo. Para amenizar o problema só com duplicação.

'A referência'
Exigente, mas carismático, Wellington lutava contra um câncer que parecia irrelevante diante de sua irreverência e vontade de viver. Apaixonado pela profissão, o educador Wellington da Silva Neiva, deixou a Polícia Militar (PM), para se dedicar exclusivamente a educação.

Autor de livros como "Brasil: 500 anos em 5 minutos", ela era articulista, mantinha um blog na internet, realizava palestras, lecionava Geografia, Sociologia e Filosofia no Curso e Colégio Alfa de Umuarama e no Colégio Almirante Tamandaré, em
Cruzeiro do Oeste.

Além dos três filhos, Wellington deixa órfã uma legião de estudantes – ele abominava a denominação aluno destacando que, do latim, aluno é aquele que não tem luz ou brilho. Referência para os professores, sobretudo os da nova geração, era respeitado até por seus inimigos, alguns políticos que o perseguiam, simplesmente por não ficarem à vontade com a liberdade de expressão, um direito constitucional tão bem utilizado pelo EDUCADOR.

'O divergente'
"Toda vida fui um adepto da divergência, não por capricho, mas por racionalidade, pela capacidade de enxergar as coisas pelos diversos ângulos possíveis e não apenas de aceitar moldes ou modelos criados, não sabendo nem mesmo por quem. Acabei por me construir dentro do senso crítico ao ponto de criticar até mesmo minhas próprias ações que por diversas vezes se mostram incoerentes.
Por não pensar igual, por não agir igual, por procurar outros rumos, sou divergente, pois, sempre tive medo da conformidade. Divergir não é apenas ser do contra, mas é, ser do contra por ter propostas diferentes.

Gosto mesmo é de gerar crises, com minhas críticas, pois é na crise que se procura soluções e consegue-se fazer com que muitas pessoas enxerguem aquilo que sempre viram, mas nunca notaram;.... e consigam libertar-se do complexo da moralidade, tornando-se assim livres de qualquer medo ou preconceito de culpa e de submissão". Do livro "Brasil: 500 anos em 5 minutos".

Wellington Neiva. 1ª edição. 2004.

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